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Adeus, Lenin

  • 2 de fev. de 2017
  • 1 min de leitura

Alemanha sempre foi um assunto recorrente na minha casa.

Meu pai sempre trabalhou para empresas alemãs e aquele jeitão sisudo e a seriedade excessiva deles demorou a derreter meu coração.

E, para piorar, a sonoridade do idioma não imprime qualquer afeto. Até um Ich Liebe Dich tem som de xingamento.

Mas o cinema alemão ganhou meu coração aos poucos.

E depois de ADEUS, LENIN tudo mudou.

A divisão da Alemanha Oriental e Ocidental sempre me exerceu um fascínio fora do comum.

A diferença gritante de estilos de vida e de mentalidade... Tudo me parece surreal!

E que choque pode ser para uma mãe ver seu filho com comportamento e pensamento completamente diferente do seu!? Eu senti a dor que os olhos da Sra. Kerner expressaram ao ver Alexander, seu filho, numa manifestação a favor do capitalismo! Logo ela, tão engajada ao movimento socialista e tão querida pelos companheiros!

Tive pena dela, que sofreu, com sua saúde, e também um pouco de pena de Alexander, que lutou bravamente para cuidar de sua mãe, de sua irmã e carregou o pesado fardo de cuidar da sua mãe pós-trauma, fazendo aquela mulher viver numa Alemanha unificada e capitalista sem que ela sofresse um choque!

Pra não correr o risco de spoiler, deixo-os com a recomendação de assistir Adeus, Lenin.

Apesar de ser um filme antigo.

Apesar de ser filme de aula de História.

Por que nos faz pensar.

Por que nos traz valores à tona, num tempo onde muita gente só tem preço.

Foto: Divulgação.

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